Acompanhamento Terapêutico:

O terapeuta como acompanhante dos conflitos da vida


A procura por psicoterapia tem sido cada vez mais intensa nos consultórios de psicologia. Médicos de todas as especialidades, a própria mídia e até mesmo o ambiente de trabalho veem tratando desse assunto com significativa notoriedade, deixando claro o efeito que o autoconhecimento proporciona em todas as esferas da vida.

Parece que atualmente lidar de forma equilibrada com os conflitos, saber controlar comportamentos indesejados e prejudiciais para determinados contextos, além da exigência por habilidades sociais, se tornaram pré-requisitos na arte de ser feliz, ou pelo menos, na busca pela tão esperada felicidade. O fato é que acessar ferramentas internas e saber lidar com elas, trazem vantagens para o indivíduo e humanização na sociedade capitalista que vivemos.

No entanto, pesquisas apontam que a grande maioria das pessoas procuram apoio emocional apenas quando se deparam com determinados sintomas, sejam eles depressivos, de ansiedade, agressividade ou qualquer outro que se encaixe nos transtornos psicológicos. É a partir desse cenário que se abre um espaço para a compreensão de diversas variáveis responsáveis pela manutenção do sofrimento em questão, muitas vezes desconhecidas para aquele sujeito, o que torna o sintoma bem vindo sob o ponto de vista do autoconhecimento.

Se permitir envolver-se emocionalmente nessa jornada psíquica, com consciência dos ganhos que se pode ter e do sentido de estar ali, coloca a pessoa numa posição mais ativa diante da vida, amenizando aquilo que incomoda e traz desconforto. No entanto, esses benefícios que a terapia pode proporcionar esbarram em certos limitadores que não devem ser ignorados. Por conta disso, uma nova modalidade de trabalho entra em ação e traz à tona a possibilidade de explorar com mais amplitude e velocidade, o que o setting terapêutico tornou mais nítido e familiar.

A impotência e frustração do terapeuta e paciente, em casos clínicos que insistiam em não evoluir, fizeram com que o AT - Acompanhamento Terapêutico se tornasse uma prática muito bem aceita para os dias atuais. Como o próprio nome sugere, o terapeuta se coloca num papel de acompanhante da experiência dolorosa, que o paciente enfrenta naquele momento. As circunstâncias contingentes são acessadas na íntegra e por isso os estímulos discriminativos que sinalizam o aparecimento do conflito, aparecem com mais propriedade e consistência, favorecendo a real dimensão do problema, e com isso ampliando o manejo do psicólogo.

Essa relação que se estreita, obviamente de forma profissional e ética, contribui para avanços clinicamente relevantes, motivando o paciente empenhar-se ainda mais na exposição de novas funções e papéis, bastante desejados, porém pouco experimentados até então. Sair do ambiente aconchegante e confortável do consultório, onde tudo é mais permitido e mais controlado, coloca a realidade em evidência e dá a sensação que as mudanças são mais possíveis de acontecer. Os prejuízos emocionais dão abertura para que uma nova dinâmica nasça e ganhe vida, acomodando aquilo que antes angustiava, trazendo também consequências mais reforçadoras no cotidiano do indivíduo.


Autora: Thaiana F. Brotto - CRP 06/106524
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